É verdade que nunca esquecemos como andar de bicicleta?

É verdade que nunca esquecemos como andar de bicicleta?

“É como andar de bicicleta: nunca se esquece!”. Quantas vezes você já ouviu esta expressão, como parâmetro pra se referir a habilidades que, depois que a gente aprende, ficariam “cravadas” na nossa memória? Coisas que podem passar o tempo que for, você não esquecerá como se executam – tipo andar de bicicleta, dizem!

Mas, afinal, depois que se aprende a andar de bike, é verdade que a gente não esquece mais? Segundo a ciência, é isso sim. O que acontece é que, depois que o cérebro aprende a executar uma tarefa, ele adquire a capacidade de restaurar essa habilidade assimilada. “Mesmo depois de anos sem subir sobre duas rodas, as conexões cerebrais buscam as informações da primeira vez em que a ação foi aprendida”, afirma o neurocirurgião e neurocientista Fernando Gomes. “Quando uma conexão cerebral é estabelecida, ou seja, depois que o cérebro aprende a executar uma tarefa, naturalmente o órgão adquire a capacidade de restaurar essa habilidade já assimilada, em questão de milissegundos”, explica.

Mas por que, então, isso não ocorre com tudo o que aprendemos? Gomes explica: “atividades como caminhar, dançar, tocar um instrumento, dirigir, escrever e andar de bicicleta são entendidas pelo cérebro como importantes para a nossa vida e sobrevivência. Por isso, ficam armazenadas nos lobos frontais e num sistema especial, chamado extra-piramidal, que é localizado nos gânglios da base e no cerebelo – parte responsável pelo controle do tônus muscular, do equilíbrio, dos movimentos voluntários e automáticos. Assim, elas formam um conhecimento preciosamente armazenado, que surge de forma inconsciente quando a pessoa necessita utilizá-los”.

Não sabe andar de bicicleta e tem vontade de aprender?

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Qual país tem mais bicicletas?

Qual país tem mais bicicletas?

E aí, algum palpite?! Segundo reportagem da Revista Superinteressante, o país com mais bicicletas no mundo é a Alemanha: são mais de 72 milhões delas, o que equivale a 87% da população do país (que é de cerca de 82 milhões de pessoas). Na sequência, viriam Japão, Tailândia e Polônia.

A Alemanha, aliás, é tida como o local de nascimento da bicicleta, quando, em 1817, o barão Karl von Drais criou o que ele chamou de “máquina corredora” (em alemão, laufmaschine).

Ilustração de Karl von Drais com sua invenção, precursora da bicicleta (Imagem: Getty Images)

O veículo era feito de madeira e se movimentava pelo impulso dos pés. O barão queria desenvolver um meio de transporte que fosse mais barato e de manutenção mais fácil do que o uso de cavalos.

Cidades mais amigáveis aos ciclistas

Quando falamos, no entanto, sobre as cidades mais amigáveis aos ciclistas – que envolvem, por exemplo, políticas de incentivo e as melhores estruturas para se pedalar -, são cidades na Dinamarca (Copenhague), Holanda (Amsterdã e Utrecht), Bélgica (Antuérpia) e França (Estrasburgo) que ocupam, respectivamente, as cinco primeiras posições.

O ranking vem sendo organizado desde 2011, pela Copenhagenize Index. A publicação é bienal e considera fatores que vão além do número de bicicletas e ciclovias: leva-se em conta a educação no trânsito com os ciclistas, políticas públicas de incentivo e melhorias para o uso desse transporte saudável e sustentável, entre outros.