Como se hidratar de forma correta na hora de pedalar

Como se hidratar de forma correta na hora de pedalar

“Bebeu água? Não! / Tá com sede? Tô!” Olha, olha a água mineral, galera! Beber água potável e fresquinha é fundamental para um bom desempenho no pedal. Num país de altas temperaturas como o Brasil, cuidar da hidratação na hora de sair por aí com sua bicicleta não é escolha: é regra. Mas, sabia que a hidratação deve começar antes mesmo de você e sua bicicleta colocarem as caras na rua?

Antes de sair de casa:

Cerca de duas horas antes de sair para pedalar, beba de 300 a 500 ml de água. Isso já te garante uma boa hidratação para a primeira meia hora de exercício, e sem te trazer desconforto. Outros líquidos, como sucos, chás, leite e café, também podem entrar na conta.

Durante o pedal:

Além da água – que você pode transportar em garrafas ou mochilas de hidratação -, uma bebida isotônica (os “gatorades” da vida) pode ser um complemento quando o pedal for de longa duração (acima de 90 minutos) ou de alta intensidade, por exemplo. Mas, atenção: ele não substitui a boa e velha água, ok? As duas bebidas podem ser aliadas. O importante é que você não espere a sede chegar para se hidratar: ao menos de meia em meia hora, tome pequenos goles de água (excesso de água pode “dar ruim”), e do começo ao fim do pedal. Isso te evitará, inclusive, uma fadiga muscular no meio do percurso.

Já em casa

Os cuidados com a hidratação continuam: seus músculos vão clamar por água para poderem melhor se recuperar. Beber até dois litros de água, divididos nas duas horas seguintes ao pedal, vai deixar sua musculatura satisfeita e pronta pra superar o próximo desafio ciclístico com você.

Quantas ciclovias têm no Brasil?

Quantas ciclovias têm no Brasil?

Tá aí uma pergunta que muitos ciclistas, ativistas e gestores se fazem, mas, sem encontrar uma resposta certeira. O que acontece é que, em se tratando dos quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas do país, nem mesmo a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semob) reúne todos os dados ainda. Assim, num esforço inédito, a União de Ciclistas do Brasil (UCB) e o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) vêm elaborando, de forma virtual e colaborativa, o chamado Ciclomapa.

O Ciclomapa é uma maravilha interativa! Construído por meio da plataforma OpenStreetMap – uma das referências mundiais na elaboração de mapas online abertos -, o recurso oferece um bom panorama das infraestruturas ciclísticas brasileiras. Conforme novas faixas e rotas surgem no Brasil, estas vão sendo atualizadas no mapa.

Segundo os idealizadores do projeto, a ideia é que o sistema de inserção de dados seja acessível a todas as pessoas. Pra isso, a equipe preparou tutoriais que explicam a forma correta de colaborar. Futuramente, os dados passarão a ser integrados à plataforma MobiliDados, permitindo o cruzamento de informações. 

E como consultar o Ciclomapa?

  • Acesse o site ciclomapa.org.br
  • Selecione a localidade (município e Estado) que deseja consultar
  • Pronto! O sistema imediatamente lhe mostrará o mapa cicloviário do local escolhido, incluindo não só ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas como, também, trilhas e calçadas compartilhadas, bicicletários, oficinas de bicicletas e outras informações.

Aprecie este giro virtual pelas localidades brasileiras e, quem sabe, até mesmo se torne um colaborador! As informações para isso estão na página do Ciclomapa.

Quatro dicas básicas pra escolher certo a sua primeira bicicleta

Quatro dicas básicas pra escolher certo a sua primeira bicicleta

A cena é comum: você observa cada vez mais gente pedalando na sua cidade – por lazer, esporte ou mesmo indo ao trabalho. Daí, se empolga e decide comprar uma bike, pra dar uns giros com seus amigos ou sozinho. Entra num supermercado, vai à sessão de esportes e se depara com aquele tanto de magrelinhas, enfileiradas: tem umas tão lindas, com preços que cabem no seu orçamento e, ainda por cima, super parceláveis.

Você sai do estabelecimento radiante com sua compra. “E olha que maravilha”, você pensa, “a bicicleta já veio montada”! No mesmo dia, faz a estreia: pedala até cansar. No trajeto, sentiu talvez umas dores nas costas, nos punhos, na bunda… Mas, “ah, normal! Tô enferrujado!”.

Nas pedaladas seguintes, a sensação de desconforto se repete. Novas tentativas e, o que era pra ser um prazer na sua vida, vira motivo de raiva. E é assim que mais uma bicicleta seminova vai parar à venda no OLX: fim da história.

Já viu esse filme acontecer com alguém? Pois é, mas o fim dele não precisa ser frustrante assim, muito menos na sua vez. Confira quatro dicas básicas para você acertar na compra de sua primeira bike e tenha um final feliz com sua magrela:

1. Pra quê você quer usá-la?

Tenha em mente que bicicletas de uso urbano, estrada ou trilha oferecem composições diferentes pra atender ao propósito do ciclista. Claro que algumas podem ser mais versáteis: uma mountain bike, por exemplo, pode te levar não somente por belas estradas de terra, mas te conduzir perfeitamente pelos asfaltos da cidade. Mas, experimente jogar uma bicicleta urbana numa aventura no meio do mato e terá, talvez,  dor de cabeça e, ao menos, um pneu furado! Sua engenharia e componentes não foram preparados pra aguentar o tranco. Pra acertar na escolha, conheça mais sobre os tipos de bicicleta e suas modalidades de uso.

2. Quanto você pode gastar?

É importante ter um valor em mente e no bolso, que servirá não só pra compra da bicicleta, mas, de cara, para três acessórios fundamentais à segurança: capacete, luvas e óculos de proteção. Há outros itens que também contribuem para uma boa experiência com o pedal, e você pode adquiri-los aos poucos, conforme sua necessidade e orçamento: roupas de ciclismo, faróis, retrovisores e buzina, mochila de hidratação, bomba de ar e câmara reserva, kit de ferramentas, entre outros.

3. Qual o tamanho certo de quadro?

Muitas vezes, o desconforto com o uso da bike está associado ao tamanho “errado” dela pra você. É que nem quando você compra um sapato que não é do seu número (seja maior ou menor): mais cedo ou mais tarde, ele vai te machucar. Num primeiro momento, o tamanho de quadro apropriado pra você está relacionado à altura que você tem – e você já deve considerar esse ponto na compra. Mas, se quiser uma precisão maior de acerto, existe o serviço (pago) de bike fit, normalmente oferecido por lojas especializadas de ciclismo. Neste, um profissional analisa vários fatores, de forma individualizada, combinando particularidades da anatomia do ciclista com o tipo de bicicleta ideal para cada corpo.    

4. Onde comprar?

Lembra da bike de supermercado montadinha, lá do início da história? Corra disso! Não da “bicicleta de supermercado”, em si – pois, com algum conhecimento, se pode encontrar um bom custo-benefício nos modelos ofertados – mas dessa coisa de “comprar pronta no super e já pedalar”, sem ajustes nem nada.  Também não se aventure, enquanto principiante, a levar a bicicleta na caixa, pra casa, e montar por conta própria. É que isso envolve mais do que um “jogo de encaixe”: requer regulagens diversas, que um bom mecânico poderá fazer, num trabalho profissional que, inclusive, traz mais segurança ao ciclista. Mas, para um ciclista de primeira viagem, que deseje ter uma relação feliz e duradoura com a bicicleta, o ideal é buscar uma loja própria deste comércio. Nela, você também poderá encontrar opções que caibam no seu bolso e com uma vantagem: profissionais especializados pra lhe orientarem na escolha – seja adquirindo um modelo já montado ou por encomenda personalizada. Por isso, não tenha receio de “meter as caras” numa loja dessas e bater um papo sincero com o vendedor, deixando claro o quanto você pode gastar e qual sua intenção de uso com a bicicleta. Escolha feita, é só correr pro abraço da sua bike e acelerar feliz!